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Câmara Municipal de Caminha está em falência técnica

Câmara Municipal de Caminha passa, em dois anos, de 3 milhões de euros de dívidas de curto prazo para 12 milhões. PSD diz que o município está “em falência técnica”, apresenta dados e conclui que o executivo não tem como realizar dinheiro para fazer face aos compromissos assumidos e não pagos.

Câmara Municipal de Caminha

O executivo de Caminha, liderado pelo socialista Miguel Alves, aumentou, entre 2013 e 2015, a dívida de curto prazo do município de 3 milhões de euros, paga a 90 dias e com depósitos em bancos de mais de 2 milhões de euros (deixado pelo anterior executivo), para uma dívida de 12 milhões de euros, com 800 mil euros de disponibilidades, sendo que 600 mil euros são de cauções, ou seja dinheiro que pertence aos munícipes, de acordo com o Partido Social Democrata local.

Em comunicado enviado a’O Minho, os social democratas caminhenses chamam à atenção para o fato do município ter uma dívida de 12 milhões de euros a fornecedores e de só ter de disponibilidades cerca de 200 mil euros, segundo dados da DGAL.

O PSD, liderado por Liliana Silva, acusa, ainda, o executivo de Miguel Alves de não pagar à empresa Águas do Noroeste desde janeiro.

“Todos os munícipes pagam religiosamente a água, saneamentos e resíduos, que perfaz um total de receita mensal de mais de 200 mil euros, mas este dinheiro não está a ser usado para pagar a água (cerca de um milhão de euros em falta) à empresa.”, é dito.



Para além disso, acresce-se de que as piscinas municipais de Vila Praia de Âncora não estão a ser pagas desde janeiro de 2015.

“Este incumprimento de mais de 7 meses leva a que estejam em incumprimento com a Caixa Geral de Depósitos, podendo levar a situações como a penhora das contas do município. Relembramos que o anterior executivo pagava esta renda mensalmente, de forma escrupulosa, desde a data da sua inauguração.”, acrescentam os social democratas.

Continuando com “a denúncia pública da grave situação financeira do município”, o PSD refere também que o executivo declara ordens de pagamento para as freguesias no valor de mais 100 mil euros, mas na realidade só entrega cerca de 50 mil euros.

“Isto é enganar as pessoas e mais grave, cometer a ilegalidade de não respeitar a data das ordens de pagamento. O sr. presidente e o seu executivo não respeitam a ordem de antiguidade nos pagamentos.
O presidente continua com a parangona de que não tem dinheiro para as instituições e associações do nosso concelho, mas em cultura já absorveu neste primeiro semestre mais de 300 mil euros, em faturas que já deram entrada.



Até o concerto da Carminho e de Carlos do Carmo, que custou ao município cerca de 27 mil euros já foi pago, mas as nossas instituições, associações e juntas de freguesia continuam à espera da esmola desta câmara, de corda ao pescoço”.

A Câmara Municipal de Caminha só consegue assegurar o pagamento dos colaboradores e uma ou outra ordem de pagamento por via das transferências mensais do Estado, que, de acordo com a análise apresentada pelo PSD, são superiores às de 2013.

A nota termina alertando para que neste momento a Câmara Municipal de Caminha tem uma dívida de mais de 12 milhões de euros e não tem como realizar dinheiro para fazer face a estes compromissos assumidos e não pagos. Fonte: O Minho.

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