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Apicultores portugueses e espanhóis analisam quebras na produção

Em declarações hoje à agência Lusa, o presidente da Associação Apícola Entre Minho e Lima (APIMIL), Alberto Dias explicou que a expansão daquela espécie veio "sobrecarregar as preocupações" dos apicultores a braços com outros problemas que ameaçam a produção de mel.

"Além da vespa asiática, temos as condições climatéricas, com uma seca intensa, os fogos florestais que destruíram muitas colmeias e conduziram à diminuição da alimentação das abelhas, bem como a proliferação de espécies invasoras na floresta", explicou o responsável.

Em julho passado, a Câmara de Vila Nova de Cerveira apelou à colaboração da população no combate à vespa asiática, sendo que no concelho, desde o início do ano, tinham sido destruídos mais 21 ninhos daquela espécie.

Dados da APIMIL indicam que cada ninho pode albergar até 2.000 vespas e 150 fundadoras de novas colónias, que no ano seguinte poderão vir a criar pelo menos seis novos ninhos.

Segundo os apicultores, esta espécie, "mais agressiva", faz com que as abelhas não saiam para procurar alimento por estarem sob ataque, enfraquecendo as colmeias, que acabam por morrer colocando em causa a produção de mel.

Esta espécie predadora foi introduzida na Europa através do porto de Bordéus, em França, em 2004.

Os primeiros indícios da sua presença em Portugal surgiram em 2011, mas a situação só se agravou a partir no final do ano seguinte. Viana do Castelo, capital do Alto Minho é o concelho com maior número de casos registados. Em dois anos foram sinalizados 619 ninhos de vespa asiática e destruídos mais de 400.

De acordo com Alberto Dias, as 14.000 colmeias existentes no distrito de Viana do Castelo, exploradas por cerca de 340 apicultores, registaram este ano uma quebra na produção "da ordem dos 50%".

"Num ano normal, a produção de mel pode ser superior às 200 mil toneladas. Este ano, foi muito fraco no Alto Minho, com uma produção de cerca de 100 a 120 mil toneladas", explicou.

Segundo Alberto Dias o problema estende-se a vizinha Espanha, adiantando que os apicultores galegos "sofreram perdas significativas", com cerca de "60 a 70% na produção de mel".

A discussão dos principais problemas que se colocam ao sector, durante os três dias do XVI Fórum Nacional de Apicultura, vai contar com a presença de especialistas e de instituições de ensino superior, portugueses e espanholas.

Organizado pela Federação Portuguesa de Apicultores de Portugal, em parceria com a APIMIL, e com o apoio da Câmara de Vila Nova de Cerveira o programa vai ainda incluir 'workshops', palestras, e uma mostra/venda de produtos ligados à apicultura, que vai contar com a presença de mais de 60 expositores.

Pela primeira vez aquele fórum, que vai decorrer de 20 e 22 novembro, vai integrar a vertente gastronómica, com a demonstração de confeção de pratos com este produto, numa parceria com o curso de hotelaria da Escola Tecnológica Artística e Profissional (ETAP) de Vila Praia de Âncora, em Caminha. Fonte: Noticias ao Minuto.

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