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Indústria do calçado criou mais de 9200 empregos desde 2010

As empresas de calçado em Portugal dão já emprego a mais de 43 mil pessoas. E desde 2010 foram criados, na indústria, mais de 9200 empregos. Os dados são do Ministério do Trabalho e mostram que, nesse ano, o sector contava com 34 602 trabalhadores por conta de outrem, número que subiu para 42 249 em 2014.

E embora o ministério não dispunha de valores para 2015, a estimativa da associação do calçado, a APICCAPS, aponta para 43 840 trabalhadores. O que implica a criação de 9238 empregos. Esta é a “sequência lógica” do “bom desempenho recente” do sector, diz o diretor de comunicação da associação.

Fotografia de Fábrica de Calçado Arcopédico
Fábrica de calçado Arcopédico. Indústria. Trabalho (Pedro Granadeiro / Global Imagens).
Paulo Gonçalves lembra que, desde 2009, as exportações de calçado cresceram mais de 50% para 1,863 mil milhões de euros e que o sector “continua a conquistar quota nos mercados internacionais”, pelo que “é natural” que precise de reforçar os seus quadros de pessoal. Mais importante ainda, refere o diretor de comunicação da associação, é que esse reforço é feito com profissionais qualificados. “Cerca de 10% do total dos profissionais da indústria são licenciados, é uma mudança de paradigma”, diz Paulo Gonçalves que considera, ainda, que “as boas relações” que a indústria tem criado com os sindicatos, com a “atualização, anual, da massa salarial dos trabalhadores” tem tornado “mais fácil” a captação de trabalhadores, porque permite que o sector “vá ganhando reputação”, diz. Refira-se que, nos primeiros sete meses do ano, foram registadas 1355 ofertas de emprego da indústria do calçado nos centros do Instituto do Emprego e Formação Profissional, um valor um pouco inferior às 1579 de igual período do ano passado. Em contrapartida, e no que às colocações diz respeito, no mesmo período tiveram emprego 876 pessoas no sector, mais 134 do que o ano passado.

Portugal 2020 - A transformação do sector, que tem vindo a investir continuamente quer em novos equipamentos quer em novas e modernas unidades fabris, tem, também, ajudado a captar jovens para a indústria. O cluster submeteu já 78 projetos ao Portugal 2020 correspondentes a investimentos totais de 33 milhões de euros. Destes projetos, da responsabilidade de 54 empresas, só 20 estão já aprovados, referentes aos concursos de 2015. Os projetos deste ano aguardam, ainda, decisão. No total, está prevista a criação de 383 novos postos de trabalho. Cerca de metade do investimento refere-se a novos equipamentos produtivos e à adaptação de instalações. Leandro de Melo, diretor-geral do Centro Tecnológico do Calçado de Portugal (CTCP) reconhece a sua surpresa pelo número elevado de candidaturas numa altura em que as taxas de juro estão historicamente tão baixas. “Nota-se que há muita gente a investir, a querer fazer mais e melhor. Não se trata de investimentos de substituição, mas de fábricas novas, de raiz, e isso é muito positivo”, diz.

Internacionalização - Arranca hoje em Milão, Itália, a maior feira de calçado do mundo, a Micam, na qual Portugal marca presença com 98 empresas, a maior delegação de sempre e que será visitada, neste primeiro dia, pelo primeiro-ministro, pelo ministro da Economia e pelo secretário de Estado da Internacionalização. O gabinete de António Costa justifica a visita com a vontade de contribuir para “consolidar a posição relativa do calçado português nos mercados externos”. As 98 empresas presentes na feira, que decorre de 3 a 6 de setembro, são responsáveis por mais de oito mil postos de trabalho e por cerca de 500 milhões de euros de exportações. Esta é a primeira edição da feira após a polémica da suspensão dos voos diretos da TAP a partir do Porto, questão que muitas críticas mereceu, em fevereiro, por parte dos empresários. Mas a transportadora aérea “cumpriu o que prometeu”, garante a APICCAPS, e disponibilizou um voo extraordinário direto do Porto para Milão para os expositores. “Não é a situação ideal, mas pelo menos reconhecemos que tem existido boa vontade. Os expositores não são obrigados a ir a Lisboa e partem diretos para Milão e estão lá ao início da tarde para chegarem a tempo de organizarem a feira. Claro que não chega para todos. Há 350 pessoas que têm de ir por Lisboa, mas a prioridade eram os expositores chegarem a tempo”, diz Paulo Gonçalves. Fonte: Dinheiro Vivo.

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