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Mário Centeno diz que 40 horas foram prejudiciais para a função pública

Mário Centeno

Mário Centeno duvida que a medida das 40 horas na função pública tenha sido discutida em conselho de ministros pelo anterior governo. O ministro das finanças esteve esta manhã na Assembleia da República, na Comissão do Trabalho, onde esteve a ser ouvido sobre o regresso das 35 horas semanais de trabalho na Função Pública, afirmou que esta medida foi amplamente discutida no executivo socialista.

"Já sabemos desta semana que a banca não era discutida no Conselho de Ministros, não tenho a certeza depois do que estivemos aqui a debater se a decisão das 40 horas [de trabalho] foi. Porque a decisão das 40 horas foi altamente prejudicial do ponto de vista do funcionamento da Administração Pública", disse o governante.

Centeno referia-se a uma entrevista de Assunção Cristas ao jornal Público, onde a líder do CDS PP afirma que o governo liderado por Pedro Passos Coelho nunca discutiu com profundidade o caso BES. Para o ministro, "das duas uma: Ou, de facto, a matemática não nos diz nada ou a gestão é uma ciência tão desconhecida do Conselho de Ministro do anterior governo como a ciência financeira", criticou.

Durante o debate de hoje sobre as 35 horas, o PSD considerou que o Governo não conseguiu explicar "algumas incongruências" encontradas no relatório sobre o impacto do regresso a esse horário semanal e o CDS-PP questionou se o regresso prejudica a produtividade e, consequentemente, o desempenho económico.

Por sua vez, PS, Bloco de Esquerda e PCP destacaram que o regresso às 35 horas de trabalho semanal serviu para "repor direitos" dos trabalhadores e pôr fim ao trabalho de 20 horas gratuitas por mês dos funcionários públicos ao Estado.
Fonte: TSF.

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