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Paris - Homem foi abatido ao tentar invadir esquadra

Policia Francesa
Um homem foi morto pela polícia ao tentar forçar a entrada numa esquadra do 18.º bairro de Paris, armado com uma faca, no dia em que se assinala o aniversário do atentado contra o semanário satírico Charlie Hebdo, em que os irmãos Chérif e Said Kouachi mataram 12 pessoas.

O indivíduo morto pela polícia gritou Allahu Akbar (“Deus é grande”, em árabe), relatou um porta-voz do Ministério do Interior francês, citado pela AFP. Fez ameaças e terá ferido um dos funcionários da esquadra, diz a RTL.

Os agentes ripostaram a tiro,
Suspeitou-se que o homem tivesse um cinto de explosivos — as suas roupas foram examinadas por uma equipa da brigada de minas e armadilhas, que concluíram tratar-se de um falso alarme, avançou a AFP.

“Ele tinha de facto um cinto, mas era falso”, disse uma fonte do sindicato da polícia à Reuters, confirmando a informação avançada pela AFP. “Ele gritou Allahu Akbar e tinha fios a sair das roupas. Foi por isso que os agentes dispararam”, explicou esta fonte sindical.”

A jornalista Anna Polonyi assistiu ao que se passou da sua janela e colocou fotos nas redes sociais que mostram o corpo com o que parecem ser robôs de desactivação de bombas ao seu lado, relata a Reuters.

A esquadra fica no bairro da Gota de Ouro – uma das zonas mais cosmopolitas e multiétnicas de Paris, com muita população africana. O bairro foi cercado por um destacamento de polícia fortemente armado, foram encerradas as escolas mais próximas e cortado o trânsito nas proximidades da esquadra. A circulação da linha 4 do Metro entre Réaumur-Sébastopol et Porte de Clignancourt foi também interrompida.

A polícia pediu aos habitantes da zona da Gota de Ouro que mantivessem as janelas fechadas e que não se aproximassem das varandas.

O ataque aconteceu minutos depois de o Presidente François Hollande ter feito um discurso perante as forças de segurança, noutra zona de Paris, evocativo do atentado contra o Charlie Hebdo e contra o supermercado judaico de há um ano.

O Presidente exigiu uma “coordenação perfeita" entre os serviços de segurança franceses na luta contra o terrorismo. "Face a estes adversários, é essencial que todos os serviços – polícia, gendarmerie, serviços de informações e militares – trabalhem em perfeita cooperação, com a maior transparência, e que partilhem toda a informação de que dispõem", disse Hollande, citado pela agência Lusa.

"O terrorismo não deixou de representar uma ameaça considerável ao nosso país (...) Estamos agora perante combatentes experientes", destacou o Presidente, citando nomeadamente os jihadistas formados pelo grupo extremista Estado Islâmico.

Não é a primeira vez que acontece um ataque deste género em França. A 20 de Dezembro de 2014, um homem de 20 anos entrou numa esquadra em Joué-les-Tours, uma povoação no centro do país, armado com uma faca e feriu três polícias, gritando também Allahu Akbar. Era um convertido ao Islão e foi também abatido a tiro pelos agentes. Fonte:Publico.

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