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Afinal, a força naval dos E.U.A. ainda não foi para a península coreana


Há uma semana, em mais uma demonstração de força face à “ameaça” norte-coreana, o Presidente dos EUA anunciou que tinha acabado de enviar uma força naval de ataque para as águas que banham as duas Coreias. Esta terça-feira, foi revelado que o porta-aviões USS Carl Vinson e respetivos navios de guerra seguiram na direção contrária

Um porta-aviões e outros navios de guerra da força naval de ataque USS Carl Vinson, afinal, não seguiram caminho até à costa da Coreia do Norte. Pelo contrário, mantiveram a rota na direção oposta quando, há uma semana, Donald Trump anunciou que tinha uma "armada" encaminhada para a península coreana.

A notícia foi avançada esta terça-feira ao final do dia pelo "New York Times": "Com o adensar das preocupações sobre se a Coreia do Norte ia conduzir um novo teste de mísseis, a Casa Branca declarou na semana passada que tinha ordenado a um porta-aviões dirigir-se para o Mar do Japão, para enviar um sinal poderoso de dissuasão [a Pyongyang] e para que o Presidente Trump tivesse mais opções para responder ao comportamento provocatório do Norte. O problema foi que esse porta-aviões, o USS Carl Vinson, e os outros quatro navios de guerra da força nval de ataque estavam naquele preciso momento a navegar na direção oposta, para participarem em exercícios conjuntos com a Marinha australiana no Índico, a mais de 5500 quilómetros de distância da península coreana."

Esta terça-feira, o Comando dos EUA para o Pacífico anunciou que tinha acabado de cancelar uma paragem temporária no porto de Perth, na Austrália, mas que, antes disso, completou o treino com os austalianos na costa noroeste do país depois de a frota de ataque ter partido de Singapura a 8 de abril. Só agora é que a força naval está "a caminho do Pacífico ocidental, como foi ordenado" pelo Presidente Trump há uma semana.

Continua por apurar se esta confusão foi um bluff da parte da administração Trump para amedrontar o regime de Kim Jong-un ou se se tratou de uma falha de comunicação dentro da hierarquia militar norte-americana. Esta manhã, em declarações aos jornalistas a bordo do porta-aviõs USS Ronald Reagan, que está atracado na costa nipónica, o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, ignorou a notícia e voltou a repetir a promessa de "derrotar qualquer ataque e responder ao uso de quaisquer armas convencionais ou nucleares [pela Coreia do Norte] de forma efetiva e esmagadora".
Fonte: Expresso.

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