Nuno Magalhães, deputado do CDS-PP esclarece posição do partido relativamente às declarações do ministro das Finanças sobre a CGD
"O senhor ministro tem a oportunidade de se retratar. Se não o fizer nada está excluído, o que não afasta uma participação-crime". É com esta declaração de Nuno Magalhães ao Jornal Económico que o CDS esclarece a posição transmitida ontem através de João Almeida, no seguimento do "caso Domingues/CGD".
Em conferência de imprensa, os centristas defenderam que o que importa é perguntar a Mário Centeno se "quer voltar atrás" nas declarações que fez à comissão parlamentar de inquérito (CPI) à CGD. Não querendo, "há consequências penais da mentira", disse o deputado João Almeida, referindo o crime de perjúrio.
Nuno Magalhães especificou a possibilidade se o partido vir a avançar para uma queixa-crime.
O caso prende-se com o facto de Mário Centeno ter dito por escrito à comissão, respondendo a um requerimento do CDS, que "inexistem trocas de comunicações" entre o ministério das Finanças e António Domingues sobre as condições que este colocou para aceitar presidir à Caixa Geral de Depósitos.
Ora a documentação ontem revelada pelo jornal digital Eco mostra que houve mesmo troca de comunicações sobre esse assunto.
CDS e PSD vão voltar a chamar o ministro das Finanças à Comissão Parlamentar de Inquérito. O ministro das Finanças, Mário Centeno, repudiou esta quinta-feira as acusações do CDS-PP relativas à omissão de informações sobre a CGD e acusou o partido de truncar factos para produzir uma "vil tentativa de assassinato" do seu caráter.
Fonte: DN.